RPA fiscal e financeiro híbrido com Microsoft Power Automate
Automação de obrigações fiscais e de rotinas bancárias combinando regras dentro do ERP com orquestração em Power Automate e Azure Logic Apps, com observabilidade ponta a ponta.
- Setor
- Produto interno de automação e clientes industriais
- Período
- 2023 — 2026
- Atuação
- Autoria integral do módulo financeiro e do monitor
- Escala
- Automação multiempresa em produção
100%
das regras fiscais dentro do ERP
2
frentes automatizadas (fiscal e bancária)
24/7
monitoramento com alerta ativo
Tecnologias
Desafio
Boa parte das obrigações fiscais brasileiras não tem API. O portal existe, o arquivo tem formato definido, mas o caminho entre o ERP e o órgão é um navegador com um humano dentro. Vale para download de documento fiscal em emissor nacional. Vale também para a internalização de mercadoria em área de livre comércio, onde um arquivo específico precisa ser enviado e ter o retorno acompanhado por dias.
Do lado bancário o problema é o mesmo: conciliação e lançamento dependiam de alguém abrindo o internet banking de cada empresa do grupo.
A tentação nesses casos é jogar tudo para uma ferramenta de RPA e deixar a regra de negócio morar dentro do robô. Automação assim ninguém consegue auditar, e ela quebra a cada mudança de layout de tela.
Solução
Adotei uma arquitetura híbrida com uma fronteira explícita: toda regra fiscal e financeira fica dentro do ERP; o Power Automate e as Logic Apps só executam a parte que exige um navegador ou um portal externo.
O ERP monta o pacote de trabalho, dispara um cloud flow por webhook autenticado e volta a acompanhar o processo por polling, porque o retorno do órgão pode levar horas ou dias. O robô não decide nada, ele clica e devolve. Quando o layout do portal muda, quebra o fluxo externo e a regra de negócio continua de pé.
Sobre isso construí a camada de observabilidade: log centralizado de cada execução, alerta por e-mail e por WhatsApp em falha, e um painel interno de acompanhamento das execuções, para a equipe de operação ver o que está travado sem abrir o banco de dados.
No caso da área de livre comércio, o fluxo vai da nota fiscal até a notificação. O ERP gera o arquivo no formato exigido, o robô o submete, o monitor assíncrono acompanha a mudança de situação e o responsável é avisado quando há pendência.
Resultado
Processos que dependiam de alguém sentado num portal passaram a rodar sozinhos, com registro de tudo que aconteceu. E quando falha, alguém fica sabendo na hora e sabe em que etapa parou. Falha silenciosa é o pior defeito de um projeto de RPA, e o alerta ativo existe justamente para não deixar nenhuma passar.
O que esse case mostra
A decisão que sustenta o projeto é onde a regra mora. RPA entrou como último recurso e a observabilidade foi tratada como requisito desde o começo. No meio disso, integração da stack Microsoft de automação com um ERP legado.
Travou em algum termo? Tem um glossário. Glossário